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Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos, recebe família de Marcelo Guimarães, morto na Cidade de Deus

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Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos, recebe família de Marcelo Guimarães, morto na Cidade de Deus

A deputada Renata Souza (PSOL), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), recebeu nesta quarta-feira, 27, a família de Marcelo Guimarães, assassinado no dia 04 de janeiro na Cidade de Deus. Testemunhas acusam policiais da Polícia Militar pelo tiro que o matou. A parlamentar afirmou a necessidade de apuração do caso e da mobilização dos poderes. Lembrou que tem tentado o agendamento de um encontro dos parentes de Marcelo com o governador Cláudio Castro, mas sem sucesso.

Na reunião de hoje participaram a mãe de Marcelo; Angélica, dois de seus irmãos, Alan e Andressa e a mulher, Carla, com quem estava casado há quase 25 anos. Participou ainda Rodrigo Mondego, representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) e advogado da família.

Entre as medidas adotadas pela CDH/Alerj está o encaminhamento da família para a assistência psicológica, principalmente a mãe Angélica e os filhos, já que a mulher de Marcelo está sendo assistida por uma amiga. Uma frase citada foi a do filho caçula, de cinco anos, Arthur Miguel, que afirmou não acreditar mais em Deus, “pois levou meu pai.” Segundo os parentes disseram, “acabou a alegria da família”.

Marcelo era marmorista, casado e com dois filhos, Arthur Miguel, de 5 anos, e Vitória, de 19. Morador na Gardênia Azul foi baleado quando passava de moto próximo à Linha Amarela. Ele havia levado o filho para jogar futebol, havia passado no trabalho e voltava para casa, para buscar o celular que havia esquecido. Testemunhas informaram que o único tiro foi dado por um policial que estava em um blindado. Os militares, dizem, não socorreram a vítima.

Renata afirmou que os casos de violência como esse, de pessoas assassinadas em circunstâncias parecidas e com o envolvimento de policiais têm que cessar. “Nossa população não pode ter medo de quem deveria protegê-la. E a família quer ser ouvida pelo governador. Isso é o mínimo diante de todo o sofrimento e da perda brutal. Infelizmente, ainda não conseguimos a agenda com o governador para garantir o acolhimento dessa família que clama por justiça”, afirmou

A PM negou que ter realizado operação na região, diz que foi atacada por criminosos e que “No momento da ação, um motociclista que passava pelo local foi atingido. Infelizmente, a vítima não resistiu aos ferimentos".

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