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Vinte e quatro parlamentares denunciam Witzel à PGR por apologia e incitação ao crime

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Vinte e quatro parlamentares encaminharam a Procuradoria Geral da República uma notícia-crime denunciando Wilson Witzel (PSC) por apologia e incentivo ao crime. No documento os deputados e vereadores pedem que a PGR abra um inquérito para investigar se o governador cometeu em suas declarações que defende o "abate" de criminosos. A informação foi publicada pela colunista do EXTRA Berenice Seara.

"Ao dar 'carta branca' para que a Polícia Militar do Rio de Janeiro promovesse uma série de execuções sumárias em operações realizadas em favelas no Rio de Janeiro, se valendo do uso de helicópteros para atirar em casas e pessoas, o chefe do Executivo fluminense age ao arrepio dos direitos e garantias fundamentais da população carioca", diz trecho do documento.

A denúncia já estava sendo costurada entre os parlamentares mesmo antes da morte da menina Ágatha Felix, mas seu assassinato também foi relatado no documento. Uma das cartas entregues por crianças do Complexo da Alemão ao Tribunal de Justiça do Rio pedindo menos violência na comunidade também compõe a denúncia:

— A PGR tem que fazer uma ação para averiguar se isso reflete de fato na ponta, na ação policial e cotidiana nas periferias. A proposta de segurança do governador é de morte. Uma política pública de segurança prevê a investigação, inteligência e prevenção — afirmou a deputada Renata Souza (PSOL).

Procurado, o governo do estado afirmou que não irá se manifestar.

Alerj corre contra o tempo para votar contas de Pezão

Foi adiada para a próxima terça-feira, a votação na Comissão de Orçamento da Alerj das contas de 2018 de Pezão e Dornelles. O pedido de adiamento foi feito porque o voto do relator Rodrigo Amorim (PSL) não foi encaminhado para os demais deputados 72 horas antes da comissão se reunir.

 

Com o adiamento, nos bastidores há o rumor que as contas do governo passado sejam aprovadas, mesmo com posição do Tribunal de Contas contrária a aprovação. Isso aconteceria para no próximo ano, se Witzel não conseguir os resultados previstos em lei, já haver um precedente na casa.

— A aprovação pode servir de paradigma para a análise das contas do Wtizel em 2020. Mas isso é falta de sensibilidade política. Eles vão votar contra o discurso que fizeram em campanha — comentou o deputado Luiz Paulo, membro da comissão.

O líder do governo na Alerj nega que há uma intenção de ganhar tempo:

— Não há nenhuma intenção do governo em procrastinar a votação. O governo não debate o tema da aprovação das contas. Vamos fazer um debate do mérito após a posição da comissão se manifestar — disse Márcio Pacheco (PSC)