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Comissão de Direitos Humanos da Alerj vai pedir investigação do MP sobre operações com snipers

Governador Wilson Witzel disse, em entrevista ao jornal O Globo, que os atiradores de elites "já estão sendo usados em operações, mas que não há divulgação"

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A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) entrarão, nesta segunda-feira, com uma representação pedindo que o Ministério Público do Rio (MPRJ) investigue o uso de snipers em operações em favelas. A solicitação acontece após a entrevista do governador Wilson Witzel ao jornal O Globo, na qual ele diz que os atiradores de elite "já estão sendo usados em operações, mas que não há divulgação".

"O governador é irresponsável quando coloca na mão do policial a decisão sobre a vida ou morte de moradores. Isso é uma ação criminosa, já que não há pena de morte no Brasil. Witzel faz o julgamento de pena de morte no chão da favela. É um crime contra humanidade, é inconstitucional. Witzel se apresenta como o governador da política da barbárie, da irracionalidade. Não há qualquer plano ou política para a redução de homicídios, pelo contrário, estimula mais mortes, tanto de policiais como da própria população. Isso é criminoso, injustificável", declara a deputada Renata Souza, que preside a comissão da Alerj.

A polêmica medida foi defendida pelo governador ao longo da campanha eleitoral e também reforçada no início de sua gestão. Na ocasião da operação que terminou com 13 mortos no Fallet e dois nos Prazeres, em Santa Teresa, que moradores relataram que houve execuções de suspeitos que estavam rendidos, Witzel chegou a se posicionar a favor da "ação legítima" da polícia.

Jornal Meia Hora

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