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“Política de confronto” de Witzel tem saldo de 14 crianças baleadas e 4 mortes

"A política de confronto de Wilson Witzel mata crianças, jovens, negros e pobres. Quando o governador vai perceber isso?", escreveu Renata Souza, deputada estadual pelo PSOL

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Desde o início de 2019 até agora, 14 crianças foram baleadas e 4 delas morreram na região da Grande Rio de Janeiro, sintomas claros da política de confronto do governador Wilson Witzel (PSC). As informações são da plataforma de dados Fogo Cruzado, que contabilizou 5 mil tiros em 2019 na região até o começo deste mês, atingindo um total de 1.837 pessoas.

Em seu relatório semestral, a plataforma também compartilhou que 51 adolescentes foram atingidos, além de 47 idosos. No total, 29 menores de 18 anos morreram, assim como 15 idosos também foram vítimas fatais dos confrontos. Ainda de acordo com o Fogo Cruzado, 52 das pessoas baleadas foram atingidas dentro de casa.

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Segundo Maria Isabel Couto, gestora de dados da plataforma, grande parte das crianças baleadas foram atingidas em áreas consideradas de periferia da região do Rio. A plataforma também apurou a presença de ações policiais em 8 dos 14 casos.

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O levantamento ainda apontou outro dado que mostra a gravidade dos confrontos armados no Rio de Janeiro. Houve 11 tiroteios com duração igual ou superior a 2 horas incessantes ou com intervalos curtos, de até 30 minutos, na Região Metropolitana do Rio.

“É importante mencionar que a grande maioria desses casos são de bala perdida. Podemos perceber que essa política de confronto e enfrentamento armado do governo acaba levando as polícias do Rio a fazerem muitas vítimas, colocando a nossa população e nossas crianças em uma situação de ameaça”, contou Maria Isabel à Fórum.

A especialista também compartilhou que a plataforma levanta os dados de tiroteios através de pesquisa profunda com diversas fontes. “Estamos sempre acompanhando o que a imprensa publica, assim como as divulgações da polícia e informações das redes sociais. Fazemos um monitoramento dos comentários de usuários na internet, para que seja possível realizar um mapeamento mais extenso possível na região metropolitana do Rio de Janeiro”, disse.

Reações

O governador Wilson Witzel foi confrontado no começo do mês sobre as mortes em série de jovens na Região Metropolitana do Rio, todos vítimas de arma de fogo. Na época, ele chegou a culpar os “defensores dos direitos humanos” pelas mortes, o que causou reação por parte de diversas organizações, como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

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“A política de segurança defendida pelo governador tem como método violência e morte, enquanto a que os defensores de direitos humanos defendem é a política da vida para todos”, destacou a entidade.

Em 5 dias, 6 jovens foram mortos pela violência na Região Metropolitana do Rio neste mês de agosto. Da manhã do dia 9 até a tarde do dia 12, também foram mortos a tiros Gabriel Pereira Alves, de 18 anos; Lucas Monteiro dos Santos Costa, de 21; Tiago Freitas, de 21; e Henrico de Jesus Viegas de Menezes Júnior, 19 anos. Dyogo e Henrico foram mortos durante ações da Polícia Militar. Gabriel foi atingido por uma bala perdida a caminho da escola, na Tijuca. Já Lucas e Tiago foram executados por um grupo que invadiu uma festa em Água Santa.

A deputada estadual Renata Souza (PSOL) comentou os trágicos números em seu Twitter. “A política de confronto de Wilson Witzel mata crianças, jovens, negros e pobres. Quando o governador vai perceber isso?”, escreveu.

 
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