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Falas polêmicas e denúncias: deputados do PSL têm semana agitada

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O Partido Social Liberal (PSL) se consolidou como uma sigla importante no país após a vitória de Jair Bolsonaro na disputa presidencial de 2018. Além do cargo máximo do país, o partido elegeu 52 deputados federais e 76 estaduais.

Com o alto número de parlamentares, é natural que a sigla chame a atenção pela atuação de membros. Nesta semana, porém, nem sempre os holofotes vêm por bons motivos.

"Entregar o cara morto"

Na última quinta-feira (12), o deputado estadual Capitão Assumção (PSL-ES) usou a tribuna da Assembleia Legislativa para oferecer uma recompensa de R$10 Mil para quem matar o suspeito de assassinar uma mulher de 26 anos na frente da filha.

Assumção publicou o vídeo da sua declaração em seu perfil oficial em uma das redes sociais. O político afirmou que vai tirar o dinheiro "do próprio bolso".

“Quero ver quem vai correr atrás pra prender esse vagabundo. Dez mil reais aqui do meu bolso para quem mandar matar esse vagabundo. Eu tiro do meu bolso quem matar esse vagabundo. Não vale dar a localização, não! Tem que entregar o cara morto, aí eu pago.”

"Partido de traficantes"

Também no último dia 12, Carlos Jordy (PSL-RJ) foi denunciado ao Conselho de Ética da Câmara pelo PT depois de chamar a sigla de "partido de traficantes" no dia 27 de agosto.

Dois dias depois da declaração que gerou a denúncia, Jordy publicou em uma rede social uma animação em que ele luta contra o deputado Jorge Solla (PT-BA). No fim do desenho, Jordy arranca a cabeça do deputado petista.

Essa não é a primeira polêmica na qual Jordy se envolve. O deputado criou o polêmico projeto apelidado de "Lei Neymar da Penha" e sugeriu transformar o dia 6 de setembro, dia em que Jair Bolsonaro foi esfaqueado, em "dia contra intolerância ideológica".

"Isto aqui não é chiquititas"

Em sessão ordinária do último dia 11 na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Alexandre Knoploch (PSL-RJ) gerou muito bate-boca ao comentar os trajes das deputadas da casa, tema sobre o qual, de acordo com ele, "ninguém tem coragem de falar".

"Estão fazendo isso aqui de Escolinha do Professor Raimundo. Inclusive, denegrindo a imagem das mulheres. Existem formas de estar neste parlamento, e de vestimenta. Isto aqui não é Chiquititas, não é Carrossel (...). Temos que levar isso aqui com seriedade. Esta bagunça que eles fazem achando que estão nestes atos que estão aí pelas ruas, esse circo de horrores, essas balbúrdias cheias de maconheiros não pode ser trazido aqui para dentro (...) O parlamento merece respeito, e assim os parlamentares devem ser vistos e vestidos nesta casa", afirmou Knoploch.

A fala gerou revolta de parlamentares de oposição. A deputada Renata Souza (PSOL-RJ) afirmou que foi feita uma nota de repúdio pela comissão de Direito da Mulher da Casa e que entrará contra o deputado no Conselho de Ética. Segundo Souza, Knoploch é "reincidente na violência política contra as mulheres".

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