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Entrevista: Deputada Renata Souza explica a CPI do Hospital da Mulher em Cabo Frio

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Deputada eleita pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Renata Souza é uma das novas caras da (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) Alerj e inicia seus mandato já protocolando um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), relacionada a mortes de bebês no Hospital da Mulher em Cabo Frio.

Hospital da Mulher em Cabo Frio / foto divulgação

O Prensa, que tem acompanhado os desdobramentos do caso desde seu início no final de 2018, fez contato com a deputada para entender um pouco mais sobre o caso, que foi evidenciado em Cabo Frio, pelo Setorial de Mulheres do Psol, acompanhando e prestando auxílio às mães que sofreram violência obstétrica ou perderam seus bebês, em casos que reúnem provas de negligência.

Prensa de Babel: O que levou a senhora a iniciar essa CPI, e como o caso do Hospital da Mulher chegou ao seu conhecimento?

Renata Souza: Chamou atenção o número de óbitos de nascituros e também o elevado número de óbitos de bebês. Tomamos conhecimento mais a fundo do problema por meio de pessoas que trabalham com a causa da mulher em Cabo Frio, e vamos investigar também violência obstétrica e se há casos de negligência.

Prensa: Quais os objetivos principais da CPI?

Renata: Fiscalizar e apurar essas denúncias graves, mas também fortalecer o Hospital da Mulher e com ele todos os equipamentos de saúde destinados a saúde da mulher, não somente em Cabo Frio, mas em toda a Região dos Lagos. A CPI não tem o objetivo de enfraquecer o Hospital da Mulher, é justamente o contrário. É olhar esse equipamento de forma criteriosa e poder pesar sua importância e encontrar os mecanismos para mantê-lo funcionando de forma integral e humana, inclusive na valorização de profissionais, na manutenção do que estiver funcionando também.

Prensa: Muito reclamam de falta de transparência em relação a dados do Hospital da Mulher, a CPI pretende também abrir isso pra sociedade?

Renata: Vamos solicitar os documentos com as informações para que a própria população tenha acesso e sendo identificados os erros ou confirmadas as denúncias possamos corrigir e, como já disse, fortalecer este equipamento de saúde tão importante. Para isso usaremos todos os instrumentos públicos necessários e disponíveis.

Prensa: Isso inclui a Câmara de Vereadores?

Renata: Inclui se ela estiver aberta a fiscalização nesse sentido, de apurar a denúncias e fortalecer o Hospital com o entendimento da sua importância para a saúde da mulher em Cabo Frio. Será preciso saber quais meios de fiscalização e apuração a Câmara pretende utilizar para isso.

Prensa: A senhora foi eleita deputada estadual pelo PSOL e a soma mais expressiva dos seus votos veio da capital. O interior do Rio poderá contar com sua atenção?

Renata: Claro. O mandato tem responsabilidade com todo o Rio de Janeiro. Há uma política equivocada de atuação parlamentar apenas na capital e não podemos atuar apenas onde temos uma base social ou eleitoral, a atuação é sempre para ser realizada visando o bem comum. De todos que compõe o Estado do Rio.

Prensa: A senhora acompanha as necessidades específicas da Região dos Lagos ou norte fluminense, por exemplo?

Renata: Sim. Acompanho o crescimento da violência em Cabo Frio e nos municípios ao redor, como Búzios, São Pedro. É preciso trabalhar para conter o crescimento dos homicídios e também dos feminicídios nessas cidades. Existe uma quantidade enorme de jovens pobres e negros à margem da sociedade, sem acesso às universidades públicas também no interior. A metodologia usada no Vestibular Social da Maré, do qual participei como aluna junto com a Marielle (Franco), pode ser aplicada nas periferias da Região dos Lagos, da Serra, e do Norte Fluminense. O nosso mandato tem responsabilidade com todo o estado.

Prensa da Bebel

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