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Deputada recebe ameaça: “3 dias para sair do PSol até aparecer morta”

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Deputada recebe ameaça: “3 dias para sair do PSol até aparecer morta”

A deputada estadual Renata Souza (PSol-RJ) acionou a ONU e a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), órgão da Organização dos Estados Americanos (OEA), após relatar o recebimento de ameaças de morte sucessivas, com conteúdo racista, LGBTfóbico e de intolerância religiosa. As petições foram protocoladas em 22 de janeiro de 2026 e descrevem dois episódios ocorridos no intervalo de uma semana.

Segundo a deputada e as entidades que subscrevem a comunicação — Justiça Global, Instituto Marielle Franco e Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos —, a primeira ameaça foi recebida em 11 de janeiro de 2026, por meio do email institucional da parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

Na mensagem, o remetente afirma vigiar a parlamentar virtualmente e fora da internet, impõe um prazo para que ela deixe o partido e faz ameaças diretas de morte.

Diante do conteúdo, Renata Souza registrou um Registro de Ocorrência na Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (DECRADI), comunicou a Alerj e acionou o Programa de Proteção a Defensores e Defensoras de Direitos Humanos.

Uma semana depois, em 18 de janeiro de 2026, a deputada voltou a ser alvo de ameaças. De acordo com os informes, a nova mensagem foi enviada não apenas a Renata Souza, mas também a e-mails pessoais e de integrantes de sua equipe. O texto é assinado por um suposto grupo anitcomunista denominado “Ordem Secreta dos Primadistas”e descreve a intenção de realizar agressões físicas e ir até a residência da parlamentar.

O segundo episódio também foi registrado na DECRADI, sob novo boletim de ocorrência, e novamente comunicado à Assembleia Legislativa e ao programa federal de proteção.