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Codeputada do PSOL processa deputado bolsonarista por violência política de gênero em PE

A equipe jurídica do mandato coletivo Juntas (PSOL) entendeu a ameaça como violência política de gênero

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Codeputada do PSOL processa deputado bolsonarista por violência política de gênero em PE

A equipe jurídica do mandato coletivo Juntas (PSOL) entendeu a ameaça como violência política de gênero


O efeito das chuvas em Pernambuco foi tema de um debate acalorado entre a codeputada estadual Jô Cavalcanti, do mandato coletivo Juntas (PSOL) e o também deputado estadual Alberto Feitosa (PL), em uma sessão da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). A reunião plenária aconteceu no dia 31 de maio e terminou com uma fala do deputado que deixou o mandato coletivo preocupado.

“Com relação à arma, a arma está aqui para ser usada contra quem tentar violar a minha integridade física, a da minha família ou a minha residência. A senhora entendeu? Arma foi feita para isso. Não foi feita para ser guardada, não; arma foi feita para as pessoas se defender. E arma não mata, arma foi feita para se defender. Quem mata são as pessoas e a gente assiste aí as pessoas morrerem de pedrada, de cassetete. Então, deputada, não tenha ojeriza à arma não, muito pior faz algumas pessoas que envenenam”, disse e o deputado na reunião plenária.

O mandato coletivo juntas é composto por cinco mulheres, com pontos de vistas distintos do deputado, que é um apoiador do presidente Jair Bolsonaro.

Para a codeputada Jô Cavalcanti, a maior preocupação é sobre o fato de outros parlamentares do PSOL já terem sofrido com ameaças. “Então, foi nessa parte aí que a gente ficou preocupada com a segurança de vida. Porque a gente já tem histórico, né? Inclusive no nosso partido, de que esses embates políticos feitos dentro do plenário foram colocados para fora como a situação que aconteceu com a companheira Marielle Franco. E nós do PSOL temos vários parlamentares que estão em ameaça por conta dessa questão do governo atual que está aí”, destaca.

A equipe jurídica do mandato enquadra a ameaça como violência política de gênero, um tema que foi incluído no Código Eleitoral, na Lei dos Partidos Políticos e na Lei das Eleições em agosto de 2021.

“Essa violência que aconteceu no plenário da Alepe, ela não está desconectada de outras violências que acontecem dia a dia, dentro e fora dos parlamentos, né? Termina que essas violências que acontecem no âmbito da atividade parlamentar, no plenário da Assembleia Legislativa transmitido pela internet, isso termina ganhando visibilidade, né? É o partido o pessoal tem sofrido muito é as suas deputadas tem sofrido muito com esses casos de violência política de gênero mais marcante é da vereadora Marielle Franco, mas outras deputadas, enfim outras vereadoras, do PSOL também tem sofrido violências, a deputada Renata Souza no Rio de Janeiro, a própria vereadora Dani Portela aqui em Recife a deputada federal Taliria que tem de andar escoltada”, analisa o advogado Pedro Lavor.

Contudo, o deputado estadual Alberto Feitosa também prestou queixa contra a codeputada por injúria, calúnia e difamação com um pedido para que as postagens no Instagram de Jô e na página das juntas sejam removidas. O caso gerou bastante repercussão após as imagens da sessão terem sido transmitidas pelo canal da TV Alepe.

Jô ressalta que o caso não foi uma simples discussão entre dois parlamentares. “A gente acha que as discussão dentro do plenário são discussões de ideias e cada um tem seu ponto de vista, mas a partir do momento que parte pra uma agressão mais verbal, mais direta e com tom de ameaça a gente já começa a ter preocupação”, aponta.

A reportagem entrou em contato com o deputado estadual Alberto Feitosa, mas ele não se pronunciou até o momento.

Brasil de Fato

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