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Ativista brasileira Marielle Franco é lembrada por especialistas, família e políticos

 

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Especialistas em direitos humanos das Nações Unidas **pediram esta quinta-feira que o Brasil garanta justiça para o caso da defensora de direitos Marielle Franco, que foi morta há um ano.

Em nota, emitida em Genebra, o grupo reconhece o trabalho realizado pelos investigadores da polícia e promotores, bem como o progresso concreto feito nos últimos dias. Mas eles dizem que é preciso fazer mais para esclarecer os motivos do ataque e descobrir quem está por trás dele.

Família e Políticos

Membros da família e políticos próximos da defensora dos direitos humanos destacam sua liderança em prol das populações marginalizadas. Marielle Franco ocupou o cargo de vereadora do Rio de Janeiro, após as eleições de 2016.

Em 14 de março de 2018, ela foi morta com seu motorista, Anderson Gomes. Na ocasião, relatores de direitos humanos da ONU disseram que “o assassinato tinha o objetivo de intimidar aqueles que lutam por direitos humanos no Brasil”.

Lembrando o acontecimento, a mãe da ativista, Marinete Silva declarou que “perder um filho é uma coisa que não dá para você mensurar, mas o contexto que traz a morte da Marielle vai muito além. É uma dor que dói muito mais por você saber que alguém teve um mentor para aquilo ali”.

Oportunidades

Marinete lembra que a luta da filha era para que houvesse uma justiça digna para todos, pela igualdade, principalmente em prol de oportunidades para a população mais carente.

O pai de Marielle, Antônio Francisco, diz que sente falta da filha 24 horas por dia, que a ativista tinha uma atuação muito forte na política, mas era extremamente presente na família.

“Eu aprendi muita coisa com Marielle, principalmente em relação aos direitos humanos. A visão que ela passava para a gente era profunda”, afirmou.

Ex-assessora e amiga de Marielle, a deputada Mônica Francisco disse que “para além da lutadora, da defensora de direitos humanos, Marielle representava as figuras de mulher, mãe, lésbica, favelada, acadêmica.”

Violência

Segundo ela, “simbolicamente, isso é muito forte. Ela representava a possibilidade de outras mulheres poderem estar nesse lugar de poder. É dizer, bom a gente pode”, contou a agora deputada estadual.

A deputada Renata Souza contou que deixou a Comissão de Direitos Humanos para compor o mandato da Marielle “para ajudar a construir pautas sobre a questão de gênero, raça, território e sobre que favela e periferia eram essas que precisavam estar presentes em seu mandato.”

Ao lado da amiga Marielle, participou de muitas manifestações na Maré. Juntas, elas ampliaram a interação com outras favelas do Rio de Janeiro na luta pelo fim da violência contra a população mais vulnerável.

Espaço

A deputada estadual Dani Monteiro diz que Marielle defendia e praticava o que ela chamava de “política com afeto”, que significava uma política sobre tocar a vida das pessoas de forma mais sensível.

“Essa energia dela, que chegava contagiando o espaço, equilibrava o espaço. Mari era essa pessoa que atendia vítimas de violência do Estado, mães negras faveladas e mães de policiais assassinados. Ela era a candidatura que representava tudo isso”.

Em sua trajetória de luta, Marielle inspirou muita gente, principalmente as mulheres negras, segundo a deputada federal Talíria Petrone.

“A gente só para quando nenhum corpo ficar pelo caminho e poder viver com dignidade e liberdade”, acrescentou.

Na 63ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher, CSW63, em Nova Iorque, vários ativistas ressaltaram a importância de Marielle Franco.

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