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A força de uma mulher negra favelada eleita

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A força de uma mulher negra favelada eleita

Ao receber a confirmação da minha reeleição para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, com 176.871 votos, a primeira palavra que me vem é gratidão.

Obrigada a cada pessoa que escolheu manter o nosso trabalho. São mulheres, negras e negros, trabalhador e trabalhadora, jovens, mães, pais, estudantes, profissionais, lideranças comunitárias e moradores de favelas e periferias que caminharam conosco. Esta não é uma vitória individual, ela é uma conquista das bases sociais que nos sustentam em um parlamento tão hostil à dor do povo.

É a confirmação de que a política feita de baixo para cima, construída nos territórios e comprometida com quem mais precisa, tem força para transformar vidas. Em 2022, fui a mulher mais votada do estado do Rio de Janeiro. Aquela votação carregava uma mensagem poderosa: mulheres negras, faveladas e periféricas ocupam e devem ocupar os espaços de decisão.

A minha reeleição, portanto, não encerra um ciclo, amplia uma responsabilidade. Vencemos porque as bases se movimentaram. E é com bases de lutas sólidas e urgentes que seguiremos construindo um Rio de Janeiro mais justo, democrático e igualitário. Essa vitória é nossa.

Por isso, defender políticas públicas para a população negra e periférica não pode ser tratado como favor ou concessão, porque é uma obrigação do Estado, é uma questão de justiça. Precisamos de educação pública de qualidade, saúde, cultura, moradia, trabalho e renda, segurança pública que respeite direitos e políticas de enfrentamento ao racismo e à violência contra as mulheres.

Meu mandato continuará sendo instrumento dessas lutas. Quero que cada voto recebido seja transformado em presença, fiscalização, projetos, leis e políticas públicas capazes de mudar concretamente a vida das pessoas. Não acredito em uma política que olha para a favela de longe ou que fala sobre a população negra sem ouvir quem vive diariamente os efeitos do racismo e da desigualdade.

A minha reeleição, portanto, não encerra um ciclo, amplia uma responsabilidade. Vencemos porque as bases se movimentaram. E é com as bases que seguiremos construindo um Rio de Janeiro mais justo, democrático e igualitário. Essa vitória é nossa. E, a partir dela, renovamos o nosso compromisso com quem fez essa caminhada chegar até aqui e fará essa caminhada continuar além.

Midia Ninja